Comunicação SEESP
Atuar em prol de interesses estratégicos do Estado e do País, com planejamento. É o que pretende a candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede Sustentabilidade), rumo a “modelo sustentável de desenvolvimento”. O compromisso foi apresentado por ela na tarde desta quinta-feira (10/9), na sede do SEESP, na Capital, durante sua participação no ciclo de debates “A engenharia, o Estado e o País”, promovido pelo sindicato.
Como tradicionalmente ocorre a cada eleição, a entidade convida democraticamente todos os candidatos a cargos majoritários – Presidência, Governo de São Paulo e Senado – a apresentarem suas propostas e ouvirem as demandas da categoria.
Murilo Pinheiro entrega a Marina Silva e ao seu candidato a suplente ao Senado, Antonio Neto, a nova edição
do projeto “Cresce Brasil”. Fotos: Rita Casaro
Ao final, Murilo Pinheiro, presidente da entidade, passou às mãos de Marina Silva a nova edição do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, intitulada “Rumo a um ciclo de expansão econômica sustentável”. Marcando os 20 anos da iniciativa da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), a publicação reúne propostas factíveis a temas centrais da atualidade em face dos desafios do século XXI.
Experiência e busca de novo ciclo de prosperidade
Marina Silva, que já foi deputada, senadora, ministra do Meio Ambiente por três vezes (inclusive na gestão atual, até abril de 2026) e candidata à Presidência em três pleitos, apresentou sua trajetória na política, observando que no Parlamento definiu como eixos de seu mandato apresentar opiniões, transformá-las em proposições e iniciativas, bem como fazer articulação “transparente para poder viabilizar coisas necessárias”, não apenas dentro do espaço legislativo, mas junto ao Executivo, sociedade, academia, empresariado, organizações sindicais.
A candidata da Rede Sustentabilidade ao Senado por São Paulo, Marina Silva, apresenta suas propostas e ideias
no ciclo de debates “A engenharia, o Estado e o País”.
Em sua última gestão à frente do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, como relatou, atuou sob as diretrizes de constituir política ambiental transversal, com controle e participação social, orientada pelo desenvolvimento sustentável, de modo a fortalecer sistema nacional de meio ambiente. Nesse sentido, Marina afirmou que realizou plano de prevenção e controle do desmatamento.
Numa conjuntura que a candidata ao Senado pela Rede aponta como de crises institucional e política, bem como de “contexto geopolítico extremamente difícil”, enfatizou a disposição de fazer frente ao desafio de “criar um novo ciclo de prosperidade para o Estado e o País”.
Aproveitar potencial paulista e suprir carências
Marina lembrou que São Paulo é propulsor do desenvolvimento, abrigando população de 46 milhões de pessoas, sendo responsável por mais de 1/3 do PIB nacional e reunindo “os maiores centros tecnológicos e melhores universidades do Brasil”, além de “força de trabalho preparada, com incrível capacidade de se reinventar”.
Apesar disso, a candidata observou que tem perdido vantagens competitivas. “O Brasil vem crescendo a uma média de 2,5%, São Paulo cresceu 0,5%. Paraná e Santa Catarina estão na frente em investimentos; Piauí, Pernambuco, Ceará e Espírito Santo em educação [referência a dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de 2025]”, informou. E destacou: “O Estado não pode ficar para trás.”
No âmbito da segurança pública, Marina também apontou graves problemas: “Não é normal que 20% dos roubos de celular do Brasil aconteçam na Capital e que de 2021 a 2025 o feminicídio aumentou 94%, com 270 mulheres assassinadas em São Paulo.” E concluiu: “Não está tudo bem. Precisamos dar respostas e urgentes.”
Marina Silva: defesa de interesses estratégicos de São Paulo e Brasil.
Na sua ótica, o Estado reúne melhores condições “para buscar investimentos e recursos”, inclusive internacionalmente. Com sua experiência em articulação com os diversos setores, ela acredita que no Senado tenha possibilidade de atuar nesse sentido para aproveitar as potencialidades paulistas e suprir suas carências, de modo a melhorar a saúde, educação, segurança pública e atuar para que lidere a transição energética, rumo a desenvolvimento sustentável.
Isso ganha ainda mais relevância, para a candidata, em face das mudanças climáticas, que vão “rastrear a dinâmica econômica e social”. Assim, defende atuação no Parlamento de acordo com “mapa do caminho” proposto pelo Presidente da República na sequência da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), realizada em novembro de 2025, em Belém (PA), para que o Brasil saia da “dependência do combustível fóssil, com planejamento de longo prazo, energia limpa e rotas tecnológicas”. Ao encontro disso, no âmbito da necessária reindustrialização, propugna que seja em novas bases, assegurando “indústria de baixo carbono”.
Na concepção de Marina, é necessário, na direção do modelo sustentável de desenvolvimento que propugna e se compromete a defender no Senado, somar esforços, de modo a “salvaguardar os interesses do Estado e do País”.
Nessa linha, ela garantiu um mandato com portas abertas ao SEESP e afirmou o empenho no Senado ao fortalecimento da representação sindical, o que “ajuda a proteger direitos do trabalhador e da sociedade”.
Confira na íntegra a participação de Marina Silva no ciclo de debates “A engenharia, o Estado e o País”:
